Caio Bosco e Diamante EP no Blog da Revista O Dilúvio.

Matéria sobre o Diamante EP e entrevista comigo para o blog de uma das melhores revistas alternativas sobre música e comportamento do Brasil, o blog da revista “O Dilúvio”, abaixo o texto extraído:

Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

*CAIO BOSCO


# álbum virtual #

Diamante EP

txt n’ ntrvst: Tiago Jucá Oliveira
pht: Pedro Martins

Um diamante. Assim defino esse EP de mesmo nome de Caio Bosco. Embrião do álbum que virá ainda este ano, Diamante começa a acertando nos quesitos importantes para um EP, caracterizado em ser curto e grosso no conceito música que quer transmitir, e, neste caso, alimentar a imaginação do disco que virá: evolução, conjunto e enredo, tal qual uma avalição na Marquês do Sapucaí. São 2 vinhetas, 3 músicas e 1 remix. “Sr. Eno”, vinheta de abertura, dá sinais de dubismos, interrompida pela eletrizante faixa-título. A letra beira o nonsense: “Outro dia diamante já diz Vashti Bunyan /Acordei de manhãzinha pra fazer Tai Chi Chuan / Que maravilha é fazer Tai Chi Chuan / Movimentos leves que controlam a energia Chi”; e cai no misticismo a la Jorge Ben e Clara Nunes: “Salve meus mestres Xamãs/ Salve meus mestres/ Os meus mestres xamãs”.

“Eu não quero ser sua garota nunca mais” o clima cai pruma sala escura e fumaçada, enquanto a bela “2H2O+NaSO4”, ou melhor dizendo, água e sal, que “lava o corpo e a alma/ que produzem o mar/ ligando o universo ao Guarujá”. O remix de “Diamante” inclui a canção na tensidade jamaicana que a versão original, mais dinâmica e veloz, se diferencia do contexto musical, porém não do universo que deseja ligar a sua terra e praia. Se continuar navegando assim, podemos esperar um dos melhores discos de 2009.

Quando nasceu a idéia de ter um disco solo ?

No final de 2008 foi quando decidi seguir uma carreira solo. Já tinha composto boa parte das canções do meu disco desde o começo daquele ano e a ideia inicial era pra ser o então terceiro álbum do Radiola Santa Rosa, mas na época eu estava em um alto grau de transformação (interna e externa) e percebi que essa mudança que a minha música estava sofrendo era por causa de mim e não do grupo, não era uma mudança dividida e coletiva, era uma mudança comportamental e solitária vivida por mim. Aliado a isso veio a minha insatisfação em fazer música rap, não queria mais fazer esse tipo de música (embora ame hip hop), queria estar mais perto do soul, do rock, do blues, do jazz…

Por ser um EP, a pergunta que não cala é se haverá um álbum com mais músicas no qual as do EP se incluiriam ?

Claro que sim, passei o ano de 2008 trancado em um quarto estúdio de um amigo produzindo 19 gravações que foram destinadas a projetos diferentes, o EP tem quatro músicas exclusivas e duas (Eu Não Quero…. e Diamante) estarão no meu álbum completo que terá 13 canções e esta em fase de mixagem, um CD coletivo saíra logo logo com uma outra música minha, as duas que restaram deixei como raridades a ser guardadas para um Lado B futuro.

Como você define, musicalmente, este EP ?

Rock & Soul Alternativo. Rock pela energia, timbres e contestação das ideias. Soul pela performance, minha música vem direto da minha alma. Alternativo pela forma de produção, o EP tem fortes elementos de música eletrônica experimental, ambiência, lo-fi.

Que músicos e produtores participam do disco?

Como eu sou extremamente influenciado pela alma do Van Morrison e pela obra prima do Sly & Family Stone “Theres a Riot Going On”, fiz esse disco quase todo sozinho. Gravei vários instrumentos como guitarras, baixo, teclados (Casiotone e Casio SK1), oscilador, theremin, gravador de rolo e também trabalhei como técnico de som. Mas poucas e boas participações aconteceram no final do processo de gravação, Emerson Tripah gravou as guitarras adicionais e virou um dos membros da minha banda de apoio, DJ Beto é claro, gravou alguns takes de colagens com toca disco e Juca Lopes, meu baterista, fez alguns takes de percussão. Pra rechear com nata as participações, as mixagens das minhas músicas foram feitas pelos legendários Buguinha Dub, Alexandre Basa (Turbo Trio) e Quim Vasconcelos.

Nem precisa perguntar que você é um dos que usam o mp3 para divulgar o próprio trabalho. Então perguntamos: por que ?

Porque todas as formas de propagação de som que é construído e vendido hoje é próprio para tocar arquivos mp3. Com um arquivo de 10 megas, posso fazer pessoas do mundo inteiro escutar a minha música sem gastar um centavo com correio, jabá e etc… Por quê não usaria o mp3?



Pra finalizar: Caio Bosco por Caio Bosco

Um sujeito que vive a sua própria sensibilidade, a alma, a dor, a alegria, o amor, a amizade e a esperança. Se tiver que ir até o fundo do poço eu vou, mas volto pra contar em forma de soul, blues e rock.

Ficha Técnica

Diamante EP
Ano: 2008
DOWNLOAD

01 – Sr. Eno
02 – Diamante
03 – Eu não quero ser sua garota nunca mais
04 – Na2SO4+2H2O
05 – Diamante (Emerson Tripah Remix)
06 – Pitangueiras 1#

Composições e arranjos: Caio Bosco
Produção Musical: Caio Bosco
Caio Bosco – vocal, guitarras, baixo, dub oscilator, sample, fx, theremin, Casio sk1.
DJ Beto – toca-discos on “Pitangueiras 1#”.
Emerson Tripah – guitarras adicionais em “Diamante” e “Eu Não Quero”, remix de “Diamante (Emerson Tripah Remix)”.
Quim Vasconcellos: mix em “Diamante”, ” Na2SO4+2H2O” e “Pitangueiras1#”.
Alexandre Basa: mix em “Eu Não Quero”.
Gustavo Ferreiro: cover art.

*Texto extraído do blog da revista “O Dilúvio”:
http://odiluvio.blogspot.com/2009/05/caio-bosco.html

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2 respostas para Caio Bosco e Diamante EP no Blog da Revista O Dilúvio.

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